O autor Melo Morais Filho, faz alusão à utilização de capoeiras como capangas eleitorais por parte de políticos do Império. Sobre a importância da atuação dos capoeiras o autor diz: “ ombro destinado escorou-se até há pouco o senado e a câmara para onde, à luz da navalha, muitos dos que governam, subiram”(MORAES FILHO, s/d;1979: p.258). O autor ainda destaca a “poderosa influência” dos capoeiras nos pleitos eleitorais, quando “decidiam das votações, porque ninguém melhor do que eles arregimentava fósforos (isto é, maltas), empenhava urnas, afugentava votantes”(MORAIS FILHO, s/d; 1979: p. 260).
Como podemos observar, a eficiência da organização das maltas de capoeiras, possibilitava-lhes atuar como forças paramilitares no período das eleições. Tal foi o caso da malta chamada Flor da Gente, cujo nome, que evocava a capoeira como uma “criação nacional”, havia sido dado por um parlamentar que a arregimenta como um “terrível exercito eleitoral”(L.C.,1906).
O enlace entre a ordem e a desordem também esta presente na incorporação dos capoeiras às forças regulares, seja devido às praticas de favor, seja, mais comumente em função do recrutamento militar forçado. Também a polícia do Império foi alvo de crítica, que apontavam a cumplicidade entre os agentes da ordem e os capoeiras. As denuncias recaiam sobre a admissão de capoeiras aos quadros da própria polícia, como resultado práticas clientelistas.
No entanto, a ainda o aspecto político dessa omissão da polícia Imperial no que tange aos capoeiras. Sendo que os capoeiras são apontados, em documentação histórica do final do século XIX, como colaboradores dos monarcas contra os republicanos, durante comícios e manifestações públicas realizadas pelo Partido Republicano, antes do dia 15 de novembro de 1889.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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